A dependência não chega anunciada.
Ela se insinua através de pequenos detalhes que, isolados, parecem normais:
- O armário de remédios que se transforma em um labirinto de horários e doses;
- As conversas que se repetem no mesmo dia, como se fossem novas;
- A hesitação ao subir escadas que antes eram encaradas com naturalidade;
- O calendário que fica em branco onde antes havia compromissos sociais;
- A geladeira com comida vencida porque cozinhar tornou-se um desafio.
Esta dúvida silenciosa acompanha milhões de filhos que cuidam dos pais. E ela surge de um lugar nobre: o amor.
Mas amor, sozinho, não é suficiente quando a ciência pode nos dar clareza.
Estes não são "sinais de velhice". São indicadores de que o nível de independência está mudando - e que o tipo de ajuda necessária também precisa evoluir.







